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APÁ SÓCE...

The Real Curásã Nights

DEPILAÇÃO BRASILEIRA



Ai meus amigos
Eu não sei o que se passa
Para mim já não tem graça
Essa mulher adorada

Fico sem jeito
Quando vejo uma miuda
Que dantes era peluda
Com sua coisa rapada

Tal como nós
Também ela faz a barba
Diz que tanto lhe apertava
Nas calcinhas que comprou

Já não tem nada
Abaixo do seu umbigo
P'ra me dar maior castigo
A sua coisa rapou

As mulheres de agora
São um pesadelo
Na coisa que eu gosto
Já não têm cabelo

As mulheres de agora
São um pesadelo
Na coisa que eu gosto
Já não têm cabelo

Era tão linda
A mulher de antigamente
Com a sua permanente
No seu ninho de pardais

Agora ela
Tem sua coisa sem pelo
E o azevinho nem vê-lo
Das peludas gosto mais

Gostava dela
Por ela me apaixonei
Não sei porquê me zanguei
Era gira cabeluda

Mulher jeitosa
Muito simples, sem vaidade
Ando louco com saudade
Da sua coisa peluda

As mulheres de agora
São um pesadelo
Na coisa que eu gosto
Já não têm cabelo

As mulheres de agora
São um pesadelo
Na coisa que eu gosto
Já não têm cabelo

Hoje ela diz
Ser careca está na moda
E até não incomoda
Os pelos na passarinha


Mas eu, amigos
Não gosto da coisa assim
Pois a mulher para mim
Tem de ser bem peludinha

Porque será
Que tanto me faz sofrer
Corta, não deixa crescer
A rama do roseiral

Do sul ao norte
Até nas ilhas também
Ela, pelo já não tem
A mulher de Portugal

As mulheres de agora
São um pesadelo
Na coisa que eu gosto
Já não têm cabelo

As mulheres de agora
São um pesadelo
Na coisa que eu gosto
Já não têm cabelo

As mulheres de agora
São um pesadelo
Na coisa que eu gosto
Já não têm cabelo

As mulheres de agora
São um pesadelo
Na coisa que eu gosto
Já não têm cabelo

As mulheres de agora
São um pesadelo
Na coisa que eu gosto
Já não têm cabelo
As mulheres de agora
São um pesadelo
Na coisa que eu gosto
Já não têm cabelo








Post Cards from America: X Rays from Hell

Michael Stipe reads: Post Cards from America: X Rays from Hell
by David Wojnarowicz, published for Witnesses: Against Our Vanishing, Artists Space, 1989
   
http://www.artistsspace.org/
Recorded by Andy LeMaster

O mauro inspira poesia!

Um mal entendido faz-te de cada jeito.
Lembro dos cachorros que escapavam
iam viver na rua de cima, sem asfalto.
Menos me assustavam as ausências
mas sim deixar a casa para trás
e se entregar ao caminho
que tinha uma vala tão grande na curva.
Os cães voltavam caramelos como o chão
e se eu ia lá chamar, mordiam-se as orelhas.
Às vezes tinha que atirar cascalhos,
fingida lançava, dissimulava pedras
pra que eles corressem de mim.
Foi o modo de ficarmos juntos.

Júlia Hansen

Aprende André, aprende

© Lili Huston- Herterich 2010

Aprende Marco Paulo, Aprende!


©André Sousa - Montalegre, 2010


BLÁK IÚ FÓQERS

Let's sing the blues

II. VIRGINIA

Red river, red river,
Slow flow heat is silence
No will is still as a river
Still. Will heat move
Only through the mocking-bird
Heard once? Still hills
Wait. Gates wait. Purple trees,
White trees, wait, wait,
Delay, decay. Living, living,
Never moving. Ever moving
Iron thoughts came with me
And go with me:
Red river, river, river.

T.S.Eliot, Landscapes


.

Your Dog Dies

it gets run over by a van.
you find it at the side of the road
and bury it.
you feel bad about it.
you feel bad personally,
but you feel bad for your daughter
because it was her pet,
and she loved it so.
she used to croon to it
and let it sleep in her bed.
you write a poem about it.
you call it a poem for your daughter,
about the dog getting run over by a van
and how you looked after it,
took it out into the woods
and buried it deep, deep,
and that poem turns out so good
you're almost glad the little dog
was run over, or else you'd never
have written that good poem.
then you sit down to write
a poem about writing a poem
about the death of that dog,
but while you're writing you
hear a woman scream
your name, your first name,
both syllables,
and your heart stops.
after a minute, you continue writing.
she screams again.
you wonder how long this can go on.


Raymond Carver "Fires"


.

Xerox Candy Bar

Ah,
you're just a copy
of all the candy bars
I've ever eaten.


Richard Brautigan's "The Pill versus the Springhill Mine Disaster"

.

"I'LL SLOWLY SLIP AWAY"

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